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No meu caso, o meu pensamento afeta as minhas emoções, e não o contrário. Eu preciso primeiro pensar no que há de ruim para depois começar a me lamentar. Tenho a necessidade de incentivar pensamentos negativos, ao mesmo tempo que crio diálogos comigo mesma e me convenço de que eu não sei discutir. Sou certamente paranóica, passo mais tempo perscrutando o meu subconsciente do que propriamente lúcida, sé é que posso chamar assim. O ambiente externo me oprime fortemente, há pessoas que me limitam os pensamentos. Por outro lado, há aquelas que os estimulam. Mas nada disso faz grande diferença, porque eu há muito me perdi no irracional. Não tenho uma linha de pensamento sequencial, não tenho opinião própria, não sei concluir por mim, não sei tomar decisões. Pensar demais é uma riqueza, mas quando se obtém algum resultado. E este eu nunca alcanço, acabo sempre terminando no mesmo ponto: eu não existo.
Eu devo ser figurante no mundo, assistindo a tudo sem participar. Eu me vejo interagir, vejo o mundo interagindo comigo, mas nada é real, está tudo sob controle.