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- Crônicas .
2008.02.29
In or out ?
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Dentre tantas outras coisas, eu quero ser escritora. Não digo que sempre quis sê-lo, pois houve vezes em que me entediei com as palavras, mas, de qualquer modo, essa arte me surpreende.
E então decidi começar a escrever o meu primeiro livro. Decepção, digo. Não escrevi mais do que dois parágrafos dignos de piada. Definitivamente, não possuo a criatividade suficiente para tecer um enredo (amo a sonância dessa palavra) minimamente interessante de ser lido.
E, realmente, não basta contar uma história. É necessária toda aquela magia que prende o leitor à narrativa, que o faz ansiar pela próxima página. E não é fácil, pois.
Então - perdi-me em pensamentos.
Qual é a verdadeira intenção de escrever um livro? Talvez seja alimentar fantasias, devaneios, ou expressar sentimentos, experiências. Qualquer que seja o intuito, há que se ter um alicerce. Não basta ter uma história ou só saber escrever.
E pronto, já me cansei de querer meditar sobre porquês e o-quês. Sempre pendo para esse lado, o dos incompreensíveis-que-não-se-contentam-em-desfrutar-do-que-existe-e-passam-a-questionar-tudo. E sempre borrifo alguma poeticidade sobre o que escrevo, mesmo que esteja dissertando.
Incerto, é tudo incerto. Sou deveras inconstante, o que me agrada exageradamente neste momento.
E quanto ao sonho de ser escritora, talvez arrisque na área de crônicas filosoficamente emocionais.