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- Porque, às vezes, há que se ser confiante .
Permitam-me confessar: eu preocupo-me com as opiniões alheias. E isso é algo que sempre pesa perante papel e caneta em minhas mãos.

Escrever é sempre um desafio e, por mais que eu escreva para mim - e por mim - eu sei que alguém há-de lê-lo sem nunca o fazer à minha maneira.

Eu posso até ser exageradamente descritiva, pormenorizando cores, sons, perfumes; posso descrever detalhadamente as personagens, mencionando suas feições, seus gestos, seus movimentos. Contudo, jamais alguém saberá, do mesmo modo que eu sei, a exata maneira como as folhas das árvores dançaram ao vento, como os olhos do jovem se fecharam ligeiramente quando ele sorriu, como a lua brilhou nos cabelos negro-azulados da moça.

E é aí que se esconde a magia de escrever: as palavras possuem uma singularidade pessoal, que permite às pessoas beber cada gota desse mar que é o livro, e entendê-la de acordo com o seu mundo.

E se os críticos, tão cheios de si, permitem-se opinar de forma negativa sobre o que escrevo, isso é sinal de que é o seu mundo que está abalado, e não o meu.

- Porque, às vezes, há que se ser confiante .
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