Ultimamente, tenho vestido o silêncio de forma tão pura e perceptível a olhos nus. Tem-me sido bastante útil, por mim e comigo, e é o que me torna sutilmente leve.
Espaireço-me, então, entre beijos e sopros, e deixo-me levar pela correnteza que é o teu sorriso. Só permanece a certeza de que isto prevalecerá até ao dia em que o coração lançar seu primeiro grito de desespero de volta ao mundo.
Somos assim, de lá para cá, e fechamos os olhos, só para sentir o aroma da sua imensidão.