Critico mentalmente, mas é, sim, tão mais fácil escrever indiretamente. Não quero ofender, machucar (mais ainda, parece-me), afetar nada (leia-se 'ninguém').
Todo esse drama (o bom e velho drama que eu tanto usava como escudo), porque para mim é drama - já que eu sou tão difícil de se atingir (isto é uma zombaria a mim mesma) - soa-me mesquinho. O que há de tão caótico na mudança?
Ela soou-me bem; soa-me.
Há coisas (leia-se 'pessoas') demasiado importantes, e torna-se tudo tão leve quando começo a desprender-me. As teias soltam-se uma a uma, e eu vejo-me cair. Espera - não sou eu que caio.
"E o que passamos? E o que éramos?"
"Tudo passa, até a uva passa."
E para quem acha que é o fim (do mundo), é hora de reavaliar seus conceitos. Depender de alguém(s) para ser feliz é tão superficial.
Talvez eu não entenda o que as pessoas sentem (não sou humana, ressalto). Talvez eu não entenda o quanto foi importante tudo o que aconteceu.
Porque há quem veja como passado.
Para mim ainda é presente. Não houve grande alarido.
"Não é mais a mesma coisa."
Nunca é a mesma coisa. Todos os dias há algo novo, e há algo que torna-se velho.
Agora, vejamos e consideremos nossos conceitos de velho.
O mundo não acabou, o coração não parou. Para o alto e avante. Todos estamos cansados de sofrer, sim? Então aprendamos a ser mais fortes.
Tenho sido tão livre de dependências. E tem sido tão mágico. Descubro-me, ao mesmo tempo que descubro o mundo visto aos olhos destapados.
E eu sempre acho que tenho razão - não me venha discordar.
Ora, para quê tantas voltas em torno do ralo? Deixemo-nos sugar.
Estou disposta a receber pontos de vista.
"Tenho saudades de quando nós . . ." - ora, eu tinha saudades de olhar-me ao espelho e saber quem sou; quem eu sou.